sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Confusões Mentais

Sabem, quando eu estou na rua tem várias coisas que penso em registrar aqui. Mas chego em casa e elas vão embora...

A primeira coisa que percebi hoje é que estou desgostando MUITO de alguns amigos meus. Alguns não! A maioria! Percebi a quantidade de relações doentias e na maioria das vezes de via de uma mão só eu tenho. E não quero dizer que eu sou sempre a prejudicada. Tenho uma relação que creio que só saio em vantagem, e isso também não me deixa feliz. Estou sempre me sentindo perseguida ou atrapalhando. A única pessoa que eu não me sinto assim é com a minha melhor amiga, de infância. De resto sempre penso que a pessoa é muito inconveniente ou que eu estou sendo inconveniente.
Como eu vou mudar isso eu ainda não sei. Não sei se é coisa da minha cabeça. Mas a única coisa que me vem a cabeça é "Some of them want to use you. Some of them wanna get used by you". Será que realmente é assim? Não existe amizade sem interesse? Sério, como conheço gente louca! Antes isso me agradava, mas agora tenho 2 ou 3 amizades que vejo que não existe interesse algum, que são apenas pessoas de bom coração querendo ajudar e serem ajudadas, serem acompanhadas e serem companheiras, sabe? Sinceramente quero me distanciar o máximo que eu puder dessas pessoas. Não sei se isso é porque estou passando por um pesadelo na vida amorosa, mas simplesmente não consigo sentir o amor normal que sinto pelos meus amigos enquanto não resolvo minha vida amorosa. Por mais estranho que seja.
Outra coisa que percebi é que meus problemas amorosos não afetam a minha relação com os meus pais. Creio que até ajudam na maioria das vezes. Logo, eu perco totalmente a paciência com os defeitos dos meus amigos, mas crio uma paciência enorme com os defeitos dos meus pais.
Ando sentindo falta de morar com eles. Mas sei que é porque ele não tem ficado muito comigo. Se ele ficasse, talvez eu seria completa.

Fico pensando o quanto que eu dependo dele. O meu sonho me deixou muito cismada. Será que na verdade ele vai embora quando eu mais precisar dele? Ou será que só retratou o meu maior medo: depender totalmente de alguém que não tem obrigações com você?

Eu tenho esse medo de ele me tirar o chão de novo. Não quero nunca mais ouvir essa maldita frase "Acabou bebê... Acabou". Quando lembro disso sinto um mix de ódio, frustração, perda, decepção e amor. É terrível. Acho que ninguém nunca me machucou tanto por minha própria culpa nessa vida.
Eu não estou dizendo que ele é filho da puta, estou dizendo que Deus está me castigando FEIO. E não que eu não mereça. Só posso aceitar e aguentar o tranco.
Tem horas que dá vontade de desistir. Não dele, mas de tudo. Me trancar no quarto e ficar apenas dormindo. Na maioria dos meus sonhos nós estamos bem. O que me faz querer dormir o tempo todo.

Não creio que eu tenha obsessão por ele. Tenho obsessão por uma vida amorosa perfeita. Sem aspas, sem nada. Simplesmente perfeita. E, no meu caso, a perfeição está na tranquilidade. O que definitivamente não ando tendo. Eu quero com cada fibra do meu ser sentir que está tudo bem. E as mesmas fibras morrem de medo de serem simplesmente descartadas de novo, como se não fizesse diferença nenhuma, como se fossem insignificantes.

Como alguém que é tudo pra você, pode não ter o mesmo tipo de sentimento por você? Por que esse tipo de coisa acontece? Qual a explicação religiosa ou psicológica pra isso? Sei que ele não é perfeito. Tenho minhas dúvidas se lá no fundo ele não se sente mais homem sempre que vê uma lágrima escorrendo pelos meus olhos por causa dele. Se ele não sente um pouquinho de prazer que seja quando eu me desespero por causa de nós. Só quero mais do que tudo que isso passe. Porque não consigo me focar enquanto a situação for essa. Enquanto eu não for aprovada nos testes. Não quero nada nessa vida que não seja harmonia na vida amorosa. Por eu ser mulher e criada vendo muita Disney? Talvez... Mas os porquês não fazem diferença no fim das contas. Sei que o meu príncipe eu já achei, só falta eu deixar de ser rã.

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