segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Oscilo entre o cansaço de ser gorda e o cansaço de ser um hamster.
Tenho a impressão que estou gastando um tempo, não tão precioso assim, fazendo algo totalmente inútil e simplesmente por algo que no fundo no fundo, eu nem acredito que seja alcançável. Eu SEI que eu jamais serei magra, eu SEI que isso não é para mim. Eu SEI disso, mas mesmo assim me engano por alguns momentos da minha vida de que isso é só questão de dedicar 1 hora da merda do meu medíocre dia sentindo palpitações e dores e ficando fedida, que tudo irá se resolver. Mas a verdade é que não vai. A verdade verdadeira é que serei sempre eu, gorda e sem nenhuma auto estima verdadeira, sendo humilhada seja com olhares, seja com palavras mesmo. Simplesmente por não ser algo que alguém um dia disse que era bonito, e que infelizmente os pênis entenderam muito bem o recado. Não acredito num homem fiel com uma esposa gorda. Não acredito em gorda plenamente feliz. Não acredito que isso é simplesmente verdade... É deprimente e patético demais. Fisiologicamente é patético, religiosamente é patético.
O fato é que eu preciso aceitar que a vida de uma mulher gorda, ou seja, a minha vida, vai ser sempre isso. Suplicar migalhas de amor e tesão de algo que não existe. Nenhum homem ou mulher no mundo vai simplesmente ficar cego de amores por mim, "só" por eu não ter um maldito corpo com 10% de gordura. Eu posso saber trazer os mortos de volta a vida, posso ter o rosto mais encantadoramente lindo do mundo, posso cozinhar com maestria, posso sabre administrar uma casa e ter um QI acima da média, que NADA disso faz diferença.
"Um pouco" fora do padrão (leia não ter pernas tão torneadas ou cintura bem fina) ainda dá para se engolir, agora 3 vezes mais gordura do que deveria ter? Isso jamais! É motivo para o sexo ser apenas uma coisa fisiológica, não algo que seus olhos vão te lembrar que existe.
Só queria morrer e nascer de novo. E por favor Deus, dessa vez, me faça magrela.